Rui Costa, jogador do Benfica, depois da derrota diante do Sporting (3-5) no Estádio de Alvalade, em jogo da meia-final da Taça de Portugal:
«É inexplicável, em meia-hora na segunda parte sofremos cinco golos. Ainda não estou acordado».
A equipa encolheu-se na segunda parte?
«Não conseguimos fazer frente ao poderio ofensivo do Sporting na segunda parte. Eles meteram mais homens no ataque e nós não conseguimos equilibrar o jogo, manter a bola e cobrir os espaços que era para cobrir. O Sporting foi muito agressivo na segunda parte na zona ofensiva e nós não conseguimos controlar isso».
O que pensou ao intervalo?
«Agora podemos achar tudo. Quem saiu do campo há pouco tempo e vai para o intervalo a ganhar por 2-0, é difícil encontrar uma explicação».
O que espera do próximo jogo com o F.C. Porto?
«Este foi um tombo grande de uma equipa que não conseguiu fazer um grande ano, mas que tem uma camisola para honrar. Vamos passar estes dias até ao jogo do Dragão a ganhar espírito».
Qual é o sentimento por este ter sido o seu último derby, que até começou com um golo seu?
«É evidente que é de tristeza, mais do que por ser o último derby, por termos tido o pássaro na mão para chegar à final da Taça e termos perdido essa oportunidade. Trocava o meu golo pela passagem na eliminatória».
É um final de época que não esperava para acabar a carreira?
«De forma alguma. Mas são contingências do desporto e da vida, tem de ser aceite dessa forma».
Alguma palavra para os adeptos?
«Antes demais o meu obrigado pelo facto de, num ano como estes, os nossos adeptos terem aparecido da forma como apareceram. Obrigado pela ajuda que deram à equipa e as minhas desculpas por não termos conseguido retribuir».
O segundo lugar ainda é possível?
«Perguntam isso porque perdemos agora para a Taça. Esta é uma camisola muito pesada, tem uma história muito grande e quem a representa tem de a saber honrar até ao fim. Portanto, vamos até ao fim a acreditar que é possível».
Esperava acabar a carreira sem um título?
«Não. Lutei para que isso fosse possível».
Entrevista concedida ao Mais Futebol
