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terça-feira, 7 de setembro de 2010

«Rui Costa fez-me assistências incríveis» - Shevchenko




O internacional ucraniano Andriy Shevchenko coloca Rui Costa entre os futebolistas com quem mais gostou de jogar. No que diz respeito a treinadores, mete Mourinho e Ancelotti no mesmo patamar.

«Os jogadores com quem mais gostei de jogar foram Kaká e Rebrov, pois é fácil jogar com eles. Já quanto a assostências posso dizer que Andrea Pirlo, Kaká e Rui Costa fizeram-me assistências incríveis. Não tenho dúvidas...».
Os elogios aos futebolistas que mais marcaram Shevchenko incluem, assim, o português Rui Costa, actual dirigente do Benfica, mas companheiro de equipa da estrela ucraniana no Milan.

sábado, 16 de agosto de 2008

Figo fala de Rui

[Falou com Rui Costa?]
«Falei. É sempre uma posição difícil, porque há sempre muita coisa que depende dele. É lógico que tem muito para fazer, mas ele é uma pessoa inteligente e ama o Benfica, por isso espero que tenha sorte. Tanta sorte como a que teve enquanto jogador.»

Fonte: Mais Futebol

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Amar a Verdade

Oxalá tudo esteja a ser feito sem perder o rigor das contas. É preciso não esquecer que o Benfica foi devassado e escravizado, até à última gota de ‘sangue’ por muitos dirigentes que por lá passaram. Houve vários Vales e vários Azevedos. Os tempos parecem estar a mudar. Na componente desportiva, Rui Costa está a tirar o Benfica do poço, mas a euforia aconselha os sócios a terem paciência e a não exigirem já ao Rui o campeonato. É uma equipa nova que precisa de tempo para se ligar e para criar automatismos. O que se tem de exigir é dignidade e sacrifício em campo. Parabéns ao Rui e ao presidente do Benfica pelo esforço.

Rui Rangel, juiz desembargador
Correio da Manhã

segunda-feira, 12 de maio de 2008

E depois do adeus?



Rui Costa é, teimosamente, uma fonte inesgotável de avaliações e não teria valido a pena incomodar-se em ser o «melhor em campo» no seu derradeiro jogo para que deixasse atrás de si um rasto profundo de inapagável saudade.

Mesmo para quem anda nestas vidas há dezenas de anos, o abandono de Rui Costa como que nos arrasta para duas questões:

- que sublime feitiço manteve o maestro tão ligado à «sua gente» (como lhe chamou)?

- que estranha simbiose de sentimentos, onde se entrelaçam a gratidão com a saudade; o respeito com a nostalgia; a admiração com a tristeza, numa amálgama que encanta até às lágrimas?

A resposta inteira aparece na singularidade de ser quem é. Sem lamechices, apenas com verdade: foi imenso o que Rui Costa ensinou ao futebol, ao longo de uma carreira invejável. Num espaço de competição doentia e obstinadamente feroz como é o futebol, o «10» foi sempre alguém contrastante, desenquadrado de padrões comportamentais tidos como identificativos dos vencedores. Vejamos:

- ganhou sem espezinhar os adversários;

- foi exemplar na genuína humildade com que conviveu com os que deixou derrotados;

- foi genial sem, em algum momento, enxovalhar quem se lhe opôs.

Quando ontem, destroçado pelas emoções, abandonou o estádio da Luz, ter-lhe-á sido inevitável uma inventariação, ainda que breve, do que fora a sua caminhada ao longo de dezoito anos de profissional. No resultado dessa rebobinagem terá encontrado razões de sobejo para dormir descansado porque, sendo certo que o futebol lhe proporcionou muito - vitórias, títulos, fama, prosperidade material -, ele deu muito mais ao futebol - talento, magia, genialidade e um comportamento humano que pode servir de sebenta, cábula ou catecismo a todos os profissionais de futebol, desde aqueles que destilam vaidade e arrogância e se julgam «grandes», até aos que têm o mundo a seus pés.

Ontem, perante mais de 50 mil espectadores, o maestro empunhou a batuta e ofereceu o seu último concerto e, no final, muitas vezes teve que aparecer na boca de cena para os agradecimentos. Talvez ele também não tivesse pressa em se retirar, em se despedir, em abandonar o seu palco de felicidade. A última composição chamou-se «saudade» e ameaça ficar eternamente nos corações dos amantes do futebol.

E depois do adeus? ...O ficarmos sós!...

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Rui Manuel César Costa, tem nome de Imperador, mas apelidaram-no de «Maestro», aos 36 anos deixa os relvados, por onde 18 anos como profissional espalhou classe e magia. Este Domingo, contra o Vitória de Setúbal, dá os seus últimos "chutos" na bola. Numa entrevista exclusiva à Antena 1, ao jornalista Paulo Sérgio - Rui Costa abre a «Alma».





Rui Costa nesta entrevista e de forma emocionada deixa um «enorme» obrigado "Por tudo o que me deram durante os 18 anos como profissional, saio como sempre desejei - a bem com o futebol e a bem comigo como pessoa."

O médio que percorreu Estádios do Mundo, recorda o velhinho Estádio da Luz. " É a Catedral, onde consegui ser mais Rui Costa - este é mais bonito -, mas o outro tinha magia."

Sobre o futuro o «Maestro» diz: "complicado mas ao mesmo tempo aliciante por ser onde é (Benfica)."

Fiorentina o «seu» paraíso, onde viveu 7 «deliciosos» anos como futebolista, uma 2.ª pátria. Nesta entrevista Rui Costa fala ainda de Scolari : " Um dos treinadores mais experientes do futebol mundial."

Até sempre Rui Costa.

Texto de Carlos Barros

Fonte


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Ninguém fica indiferente à carreira do «Maestro», e à forma como sempre se comportou, dentro e fora dos relvados. Por isso também os jornalistas acabaram por encontrar uma forma de homenagear o antigo internacional português, que este domingo encerrou a carreira.

A última conferência ficou marcada pela emoção e pela boa disposição de Rui Costa, e no final, quando o jogador se levantou, foi brindado com aplausos, por parte dos profissionais da comunicação social que acompanharam o último jogo de um homem que deixou marca no futebol português.

domingo, 11 de maio de 2008

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Crónica: viagem à paixão dos turcos pelo futebol

Enquanto esperava que as borras do café turco assentassem no fundo da chávena, Mustafa Serter, sentado numa mesa ao lado, olhava para mim pensativo.
«Espanhol, Italiano?», pergunta. «Não, sou português.»
Adivinhava o que vinha seguir. Aconteceu em todos os países do Médio Oriente ou Ásia por onde passei. Por aqui, Portugal é sinónimo de futebol, nada de fado e muito menos de Fátima. Vai falar do Figo, do Ronaldo.
«Rui Costa, grande jogador. Ele ainda joga? Vamos ter de o marcar forte no Euro.»
Perante a minha surpresa, Mustafa explica.
«O seleccionador da Turquia, Fatih Terim, treinou o Rui Costa na Fiorentina e depois levou-o para o Milan. Ele é muito conhecido aqui. Via todos os jogos pela televisão, era o maestro da equipa.»
Como o mundo é pequeno! Num café ao acaso na pequena vila de Pamukkalle, na Anatólia Central, perto de nada e longe de tudo, este homem vem falar-me de Rui Costa, o maestro. A música e o futebol têm mesmo uma linguagem universal! Respondo: «Ele agora joga no Benfica, mas já deixou a selecção.»

Resto da crónica aqui

sexta-feira, 25 de abril de 2008

sábado, 19 de abril de 2008

terça-feira, 15 de abril de 2008

Quando ele pensa no Rui Costa

Quando penso no Rui Costa, lembro-me sempre de uma entrevista dele que eu li a um jornal desportivo (não me lembro a qual). Foi creio que um ano depois de o Rui se ter transferido do Benfica para a Fiorentina. A entrevista era bastante intimista, do estilo "de magazine", mas nem foi pela entrevista em si que eu não me esqueço: foi por uma fotografia. Foi em casa do Rui, ou dos pais, ou dos sogros, não sei. Sei que o "menino Rui" era o entrevistado daquela edição alargada de fim de semana. E vai daí, todos os familiares, amigos e vizinhos do Rui estavam na fotografia. Sem exagero, umas vinte pessoas. A ilustrar... uma entrevista ao Rui Costa. Os colegas da primária, os padrinhos de baptismo e de casamento, as senhoras da mercearia e da padaria. Só faltavam o prior e o presidente da junta. A fotografia foi tirada na sala de jantar de uma casa bem portuguesa, com certeza. Ao centro estavam o Rui e a mulher com o filho ao colo. Ao cimo, inevitavelmente... o retrato da Última Ceia.
Todos queriam aparecer na entrevista ao "menino da terra" que nessa época tinha sido considerado o melhor estrangeiro a jogar na liga italiana. E sabem que mais? Acho que estavam todos ali para mostrar que eram amigos do Rui, e o Rui para mostrar que era amigo deles. E por mais razão nenhuma.
O Rui ainda é um grande campeão, e continua a ser a mesma pessoa que sempre foi. Obrigado, Rui.


Blogue de Esquerda

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O que os colegas falam dele

«Para mim, o Rui teve um carreira brilhante, praticou um futebol de topo com um talento especial, fantástico. Temos muitas histórias em comum, pelos anos que passámos juntos em Itália, mas naturalmente não posso contá-las», começou por dizer, através da sua assessoria de imprensa.

«Tenho de continuar a guardar segredo das nossas aventuras. A nossa história dentro do campo de jogo é suficiente para demonstrar a nossa amizade, ali entendíamos muito bem.»

«Não só pode ser um grande director desportivo do Benfica, como levar o clube a uma política desportiva mais activa e eficaz. O Rui tem experiência porque jogou em Ligas mais exigentes em matéria competitiva, comparando à actual situação do campeonato português»

Batistuta



«Temos de dar os parabéns ao Rui pela brilhante carreira que fez. Tenho a certeza absoluta de que a parte do dirigismo lhe assenta que nem uma luva. É uma pessoa muito inteligente, um apaixonado pelo futebol e tenho de lhe desejar as melhores felicidades naquilo que decida que seja melhor para ele e para a família», atirou o antigo defesa, que recentemente treinou o Sporting de Braga.

O facto de terem vestido camisolas de clubes rivais não atrapalhou uma relação desde muito cedo: «Lembro-me de muitas estórias. Fui criado na escola do F.C. Porto, o Rui na do Benfica, conheço-o desde os meus 16 anos. Fomos companheiros de quarto durante muito tempo, e mesmo quando não ficávamos no mesmo quarto passávamos o dia juntos. Foram grandes as guerras no computador. O Rui é daqueles amigos especiais e é difícil salientar uma, porque foram muitas.»

Jorge Costa

«Somos amigos desde miúdos e as nossas carreiras cruzaram-se. Sinto-me orgulhoso por ter jogado com ele. Estamos em situações idênticas na nossa carreira, à beira do final, e desejo-lhe a maior sorte para o futuro»

João Pinto

«O Rui é mais do que um amigo. É como se fosse meu irmão. Não apenas pela amizade que nos une desde muito novos, mas também por tudo o que vivemos ao longo das nossas carreiras, sobretudo nas diversas selecções nacionais para as quais fomos chamados desde os nossos 15 anos. Um jogador fantástico, que todos bem conhecem, com qualidades únicas e uma personalidade fortíssima. Neste momento, em que parece querer dar um novo rumo à sua vida, só me resta enviar-lhe o meu abraço de parabéns e de felicidades. Com toda a qualidade e experiência que tem, vai continuar a ser um campeão. Não tenho dúvidas que terá um enorme sucesso nas suas novas funções. Ele nasceu para ter sucesso. E a sua competência, seja em que área for do futebol, não se discute.»

Luís Figo

«Eu já lhe disse isto e volto a dizer de forma pública: espero que ele continue a ser grande porque tem muitas responsabilidades no futuro do futebol português.»

Paulo Sousa

«O Rui veio para o Benfica para jogar e não com o pensamento de vir a ser director. São coisas que acontecem no momento»

Simão

o sonho rossonero

Apesar do talento, o médio português lesionou-se no jogo de estreia na Serie A e ouviu muitas críticas devido ao momento de forma depois do regresso. No entanto, recuperou ao pouco o espírito e conseguiu voltar aos grandes momentos. O primeiro golo só apareceu à terceira época em San Siro, daí que o primeiro remate certeiro tenha sido tão festejado. Veja o que há de melhor na net em vídeo.

Primeiro golo pelo Milan festejado em directo pelo conhecido jornalista televisivo Tiziano Crudeli:



In Mais futebol

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Rui Costa reloaded

Como em tempos expliquei, sou fã incondicional do Rui Costa. O Rui Costa é o jogador mais inteligente que Portugal produziu desde que vejo bola. Ora, seria assim tão mau ter o Rui Costa a organizar o jogo da nossa selecção quando o Deco está em dia não? O Deco está muitas vezes em dia não. E com o Deco em dia não, Portugal é uma equipa que só tem extremos. Não há guardião, não há defesa enquanto Ricardo Carvalho não regressar, não há meio campo e há 20 anos que não há um ponta de lança. O regresso de Rui Costa à selecção implica o quê? Perder uma substituição, pois Costa só jogaria na segunda parte. Mas o palerma do Scolari é tão mau a fazer alterações na equipa, que ter uma substituição comprometida até é uma vantagem. Rui Costa. Ainda o Rui Costa. Isto não e saudosismo, é bom senso. Percebi-o ontem.

Fonte: Memória Inventada

Os próximos anos de Rui Costa

Sempre achei que os grandes jogadores quando acabam as suas carreiras deveriam encarar o dirigismo como uma saída viável, em vez de simplesmente errarem pelos bancos ou por microfones ocasionais.

Alguém que jogou ao mais alto nível durante quinze anos não está de repente capacitado para dirigir um clube ou um departamento de futebol. Mas por certo essa experiência não é uma contra-indicação. Em Portugal parece que sim.

Não sei se Rui Costa terá, neste momento, as condições essenciais para assumir o futebol deste Benfica. Nem sei se alguém as possui, para ser sincero. Mas sabe certamente mais sobre o tema do que, por exemplo, Luís Filipe Vieira quando foi chamado por Manuel Vilarinho para esse papel, há uns anos.

Por tudo se passar no Benfica e com um dos melhores jogadores portugueses de sempre, a nova vida de Rui Costa será analisada ao pormenor durante os próximos meses. Isso não é bom, nem mau, apenas inevitável. A pressão estará lá.

A grande vantagem de ter à frente do futebol alguém que sabe é reduzir a margem de erro. Sejamos claros. Rui Costa poderá não ter grande experiência em negócios, mas viveu anos no futebol italiano, no patamar mais alto do futebol mundial. Sabe como pensam jogadores, treinadores, empresários e dirigentes a esse nível. E conhece muitos deles.

Depois, também sabe lidar com a pressão sempre associada aos grandes clubes. Certamente detectará cedo os maus sinais quando algo não vai bem num grupo. Afinal, os balneários pouco diferem, num tempo em que os jogadores circulam a alta velocidade entre países.

Mais importante, Rui Costa sabe que uma equipa se forma com tempo. Se o exemplo for o Milan, o Benfica pode preparar-se para tempos de estabilidade. Na Luz, o tempo tem sido um bem escasso porque as expectativas em cada início de temporada nunca estão de acordo com a realidade e os meios disponíveis. O que não raro conduz a becos.

Ao contrário do que tem sido pensamento comum no Benfica dos últimos anos, a peça mais importante num clube não é o treinador. Aliás, quanto mais organizada e forte for a estrutura menos dependente estará dos humores, forças e fraquezas de quem se senta no banco.

A primeira tarefa de Rui Costa será formar uma equipa forte. Não no relvado, mas na SAD. É improvável que o Benfica tenha condições, hoje em dia, para fazer tudo o que precisa ao mesmo tempo. Porque estas coisas demoram, mas sobretudo porque permitiu que o F.C. Porto ganhasse enorme vantagem.

Além dos conhecimentos futebolísticos, Rui Costa demonstrou ser, nestes anos de exposição pública, uma pessoa séria e alguém que gosta profundamente de futebol e do Benfica. São bases muito boas para começar a nova carreira.

Se Carlos Queirós ajudou os «professores de ginástica» a sentarem-se nos bancos e José Mourinho abriu as portas a uma nova geração de treinadores, Rui Costa poderá ser a prova de que em Portugal os grandes ex-jogadores também podem mandar. Um caminho que Pedro Barbosa e Vítor Baía, por exemplo, começaram a percorrer mais devagar, mas que o «10» andará em passo acelerado.

P.S. : No dia em que completa 36 anos, parabéns a Rui Costa. Além da qualidade futebolística, foi ao longo destes anos um verdadeiro exemplo. Se conseguir manter-se fiel a essa forma de estar no futebol acabará por ter sucesso como dirigente.


Retirado do blog Sobras

domingo, 6 de abril de 2008

Maisfutebol surpreende Rui Costa em vídeo

Rui Costa faz 36 anos este sábado e o Maisfutebol preparou uma surpresa para o ainda camisola 10 do Benfica. O médio foi surpreendido com vários depoimentos e foi dificil esconder a emoção quando viu os testemunhos do pai, Vitor Costa, do primeiro treinador da formação, Arnaldo Teixeira, do último, Nené, do amigo que o Benfica lhe deu, Rui Águas, e principalmente dos filhos, Filipe e Hugo.

aqui